sábado, 31 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Citação
"An expert is a person who avoids the small errors while sweeping on to the great fallacy."
Steven Weinberg, Físico, Prémio Nobel
Citação transcrita de "Fundamentals of Neutrino Physics and Astrophysics", C. Giunti e W. Kim, Oxford University Press, 2007
domingo, 20 de junho de 2010
Saramago, o Ateu
Para mim, Saramago, com a sua autenticidade, frontalidade, sinceridade, com os seus princípios de justiça e éticos e com a sua genial criatividade, estava mais próximo da ideia de Deus do que a que nos é proposta pelos cânones em que o que parece afinal não o é e o que é parece ser outra coisa, o que torna esta última um tanto ou quanto doentia, mais do foro da esquizofrenia.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
TGV
Notícia do Público, hoje.
Rave poupou 900 milhões no projecto TGV
A ser verdade, é um exemplo a seguir. Mas é também recomendável estar atento à execução da obra, se de facto se concretizar e garantir que os custos não irão derrapar para além do previsto, como é hábito em tantas obras públicas.
Que o TGV parece ser já um facto consumado, não tenho dúvidas. Há, agora, que minorar os danos.
Que o TGV parece ser já um facto consumado, não tenho dúvidas. Há, agora, que minorar os danos.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O Mérito
Está na ordem do dia a questão do mérito no sistema de ensino básico e secundário português. Não me irei pronunciar sobre o mérito docente, já que penso ser um conceito vago e susceptível de discussões demagógicas, até porque ainda não consegui encontrar em algum lugar uma descrição pormenorizada de como o definir e o avaliar com total objectividade. Interessa-me, sim, falar do mérito discente e dos factores que o condicionam.
Penso que existem factores intrínsecos e extrínsecos que conduzem a um bom desempenho escolar. Dos primeiros, ressalvo a capacidade intelectual, a atitude, a curiosidade e a imaginação, a apetência pelo saber, as capacidades de trabalho, de organização e de concentração, etc... Dos segundos, o ambiente escolar, os professores e factores económicos e sociais que se revelam através de detalhes, mas que podem ter grande influência no aluno, como o ambiente ou disfunção familiares, se possui um espaço próprio para trabalhar com privacidade, se não é sobrecarregado com tarefas de apoio à família, se possui uma biblioteca própria, se usufrui de bens culturais, se frequenta ou não uma escola com graves problemas de indisciplina por estar situada num meio desfavorecido, se contacta habitualmente com marginais como acontece em alguns bairros de risco, se a suas capacidades foram estimuladas desde pequeno, e um sem número de outros factores, que podem ter influência nos factores intrínsecos.
A valorização do mérito deve ser a base de um sistema educativo, sob pena de estarmos a elaborar numa fraude. Por outro lado, é conhecido o facto de Portugal ser o país da UE com maiores desigualdades sociais, como é referido aqui, que diferenciam os que podem, à partida, ter melhor ou pior aproveitamento escolar, através dos factores extrínsecos. A solução que foi encontrada nos últimos anos é típica de uma má consciência e tem sido a de elevar artificialmente os resultados das avaliações dos alunos mais desfavorecidos, seja através da diminuição do grau de exigência, seja através de artifícios legais que permitem, em certas circunstâncias, a passagem de ano com excesso de negativas, seja ainda através do aumento dos níveis finais de disciplina, caso a caso, em reuniões de Conselhos de Turma. Em suma, por um lado, temos tido um modelo de desenvolvimento que cria enormes disparidades económicas e sociais com reflexo no sistema de ensino e, por outro, tentam-se apagar as consequências com medidas de fachada, que apenas agravam o problema. É uma espécie de roda quadrada, que não está a conduzir o país a lado algum.
Claro que há excelentes alunos no nosso sistema de ensino, basta ver aqueles que, todos os anos, entram nos cursos de medicina. Mas seria interessante fazer um estudo sociológico sobre as origens e os recursos desses alunos, para concluir até que ponto existe igualdade de oportunidades para os nossos jovens.
Urge, por isso, actuar nos factores extrínsecos, diminuindo o fosso que separa os que mais têm dos que menos têm, mudando o modelo desenvolvimento, de modo que a cada um caiba de acordo com o seu mérito intrínseco.
revisto às 16h45
Penso que existem factores intrínsecos e extrínsecos que conduzem a um bom desempenho escolar. Dos primeiros, ressalvo a capacidade intelectual, a atitude, a curiosidade e a imaginação, a apetência pelo saber, as capacidades de trabalho, de organização e de concentração, etc... Dos segundos, o ambiente escolar, os professores e factores económicos e sociais que se revelam através de detalhes, mas que podem ter grande influência no aluno, como o ambiente ou disfunção familiares, se possui um espaço próprio para trabalhar com privacidade, se não é sobrecarregado com tarefas de apoio à família, se possui uma biblioteca própria, se usufrui de bens culturais, se frequenta ou não uma escola com graves problemas de indisciplina por estar situada num meio desfavorecido, se contacta habitualmente com marginais como acontece em alguns bairros de risco, se a suas capacidades foram estimuladas desde pequeno, e um sem número de outros factores, que podem ter influência nos factores intrínsecos.
A valorização do mérito deve ser a base de um sistema educativo, sob pena de estarmos a elaborar numa fraude. Por outro lado, é conhecido o facto de Portugal ser o país da UE com maiores desigualdades sociais, como é referido aqui, que diferenciam os que podem, à partida, ter melhor ou pior aproveitamento escolar, através dos factores extrínsecos. A solução que foi encontrada nos últimos anos é típica de uma má consciência e tem sido a de elevar artificialmente os resultados das avaliações dos alunos mais desfavorecidos, seja através da diminuição do grau de exigência, seja através de artifícios legais que permitem, em certas circunstâncias, a passagem de ano com excesso de negativas, seja ainda através do aumento dos níveis finais de disciplina, caso a caso, em reuniões de Conselhos de Turma. Em suma, por um lado, temos tido um modelo de desenvolvimento que cria enormes disparidades económicas e sociais com reflexo no sistema de ensino e, por outro, tentam-se apagar as consequências com medidas de fachada, que apenas agravam o problema. É uma espécie de roda quadrada, que não está a conduzir o país a lado algum.
Claro que há excelentes alunos no nosso sistema de ensino, basta ver aqueles que, todos os anos, entram nos cursos de medicina. Mas seria interessante fazer um estudo sociológico sobre as origens e os recursos desses alunos, para concluir até que ponto existe igualdade de oportunidades para os nossos jovens.
Urge, por isso, actuar nos factores extrínsecos, diminuindo o fosso que separa os que mais têm dos que menos têm, mudando o modelo desenvolvimento, de modo que a cada um caiba de acordo com o seu mérito intrínseco.
revisto às 16h45
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
As Eleições
Quando a sociedade está doente, os extremismos avançam. É esta a ilação que tiro dos resultados das eleições legislativas.
O discurso radical de direita, personificado por Paulo Portas, foi bem recebido por um sector desencantado com o desnorte no PSD, ávido de mostrar um cartão vermelho ao PS e receptivo ao "vão trabalhar malandros" na contestação ao Rendimento Social de Inserção, à ideia já antiga que se combate o crime aumentando o músculo, à contestação oportuna a Maria de Lurdes Rodrigues e a um estilo comunicativo, simpático e arejado do líder.
No outro extremo, a manta de retalhos ideológica que é o BE conseguiu capitalizar bem o descontentamento provocado pela política do governo, nomeadamente na contestação às negociatas para os amigos, ao código laboral, à política educativa, à protecção aos grandes grupos económicos, com uma linguagem radical a sugerir ajustes de contas que encontrou eco em muitos que se sentiram oprimidos e vilipendiados por José Sócrates e os seus ministros. Acresce que a qualidade intelectual dos seus dirigentes, que se revela no discurso elaborado e corrente, atrai muitos dos simpatizantes de esquerda com um maior nível cultural.
A CDU mantém um discurso algo tímido e generalista, que não é tão "fashion" e vende menos, acabando por pagar o preço ao ser relegada para o último lugar na tabela dos partidos parlamentares, apesar de aumentar a votação e ganhar um deputado.
Quanto ao PS, nada a dizer para além do óbvio: sofre um revés provocado pela sua política destes quatro anos, sendo agora obrigado a negociar. Iremos ver como e com quem.
O discurso radical de direita, personificado por Paulo Portas, foi bem recebido por um sector desencantado com o desnorte no PSD, ávido de mostrar um cartão vermelho ao PS e receptivo ao "vão trabalhar malandros" na contestação ao Rendimento Social de Inserção, à ideia já antiga que se combate o crime aumentando o músculo, à contestação oportuna a Maria de Lurdes Rodrigues e a um estilo comunicativo, simpático e arejado do líder.
No outro extremo, a manta de retalhos ideológica que é o BE conseguiu capitalizar bem o descontentamento provocado pela política do governo, nomeadamente na contestação às negociatas para os amigos, ao código laboral, à política educativa, à protecção aos grandes grupos económicos, com uma linguagem radical a sugerir ajustes de contas que encontrou eco em muitos que se sentiram oprimidos e vilipendiados por José Sócrates e os seus ministros. Acresce que a qualidade intelectual dos seus dirigentes, que se revela no discurso elaborado e corrente, atrai muitos dos simpatizantes de esquerda com um maior nível cultural.
A CDU mantém um discurso algo tímido e generalista, que não é tão "fashion" e vende menos, acabando por pagar o preço ao ser relegada para o último lugar na tabela dos partidos parlamentares, apesar de aumentar a votação e ganhar um deputado.
Quanto ao PS, nada a dizer para além do óbvio: sofre um revés provocado pela sua política destes quatro anos, sendo agora obrigado a negociar. Iremos ver como e com quem.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Par Electrão/Positrão
Créditos: LAWRENCE BERKELEY NATIONAL LABORATORY/ SCIENCE PHOTO LIBRARYDois fotões entram no topo da câmara, produzindo dois pares electrão/positrão. O primeiro fotão arranca também um electrão de um átomo do gás, que desce para a esquerda. O segundo fotão transfere quase toda a sua energia para o par electrão/positrão, o que faz com que estes curvem menos no campo magnético do detector. De notar que a câmara de bolhas (detector) só é sensível a partículas carregadas, pelo que os fotões são invisíveis.
sábado, 25 de julho de 2009
Sobre a avaliação na Função Pública
Aqui fica uma referência ao post de Paulo Guinote, que desmonta por completo a mentira sobre os números do SIADAP na Função Pública e, em particular, no Ministério da Educação:
quarta-feira, 22 de julho de 2009
A manutenção do poder
Já muitos têm referirdo a promiscuidade entre o poder político e económico, que faz com que não exista uma verdadeira concorrência entre empresas, que protege os grandes grupos económicos e financeiros e que permite a manutenção no poder do “centrão”.
Como quebrar este ciclo… É algo que não se adivinha fácil nem para breve, com as personagens políticas que temos nos partidos do poder e a dificuldade aparente das alternativas em o exercerem. Só uma maior cultura em geral, e democrática em particular, do povo português se poderia traduzir num maior espírito crítico e numa maior exigência face aos políticos que nos governam. Mas isso é uma tarefa de gerações, dado o ponto de partida e não parece que o poder político actual esteja empenhado nessa mudança.
De facto, acho mesmo que as políticas educativas que têm sido implementadas nestes últimos anos não têm o sentido de melhorar genericamente o nível cultural do nosso povo, mas seguem uma lógica de manutenção de poder, diminuindo a intervenção democrática dos actores educativos e alimentando o compadrio e o seguidismo. Perante a capa da meritocracia, incentivam a competição e o individualismo onde antes existia colaboração e solidariedade (como sublinhou Lídia Jorge), com as inevitáveis consequências no avanço da mediocridade. Promovem os aspectos formais e burocráticos em vez de premearem a autenticidade, com a subsequente teia de cumplicidades. Seguem uma lógica de resultados aparentes, sem ter em conta ao que correspondem na substância, criando a ilusão de progressos mas sem que mude, de facto, o status quo.
Tudo isto ocorre com o beneplácito de alguma comunicação social, ela própria sob a alçada do poder económico, quiçá com interesses inconfessáveis.
Mas a realidade, por vezes, surpreende-nos e não é de descartar a possibilidade de, perante este panorama fatalista e aparentemente irreversível, existir uma solução ao virar da esquina. Talvez essa esquina seja 27 de Setembro próximo.
Como quebrar este ciclo… É algo que não se adivinha fácil nem para breve, com as personagens políticas que temos nos partidos do poder e a dificuldade aparente das alternativas em o exercerem. Só uma maior cultura em geral, e democrática em particular, do povo português se poderia traduzir num maior espírito crítico e numa maior exigência face aos políticos que nos governam. Mas isso é uma tarefa de gerações, dado o ponto de partida e não parece que o poder político actual esteja empenhado nessa mudança.
De facto, acho mesmo que as políticas educativas que têm sido implementadas nestes últimos anos não têm o sentido de melhorar genericamente o nível cultural do nosso povo, mas seguem uma lógica de manutenção de poder, diminuindo a intervenção democrática dos actores educativos e alimentando o compadrio e o seguidismo. Perante a capa da meritocracia, incentivam a competição e o individualismo onde antes existia colaboração e solidariedade (como sublinhou Lídia Jorge), com as inevitáveis consequências no avanço da mediocridade. Promovem os aspectos formais e burocráticos em vez de premearem a autenticidade, com a subsequente teia de cumplicidades. Seguem uma lógica de resultados aparentes, sem ter em conta ao que correspondem na substância, criando a ilusão de progressos mas sem que mude, de facto, o status quo.
Tudo isto ocorre com o beneplácito de alguma comunicação social, ela própria sob a alçada do poder económico, quiçá com interesses inconfessáveis.
Mas a realidade, por vezes, surpreende-nos e não é de descartar a possibilidade de, perante este panorama fatalista e aparentemente irreversível, existir uma solução ao virar da esquina. Talvez essa esquina seja 27 de Setembro próximo.
terça-feira, 7 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Fonte Nova
sábado, 6 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
A Professora de Espinho
A famosa gravação de Espinho, em que uma professora se dirige aos alunos de um modo grosseiro e perverso, demonstra bem os novos tempos em que vivemos. Tempos em que todos corremos o risco de, por uma falha mais ou menos grave, sermos sujeitos à exposição pública, à crítica e mesmo à chacota geral. E, quando digo "geral", não me refiro aos colegas de trabalho, ou ao círculo de amigos e conhecidos mais próximos, mas sim a todo um país e além, sem que possamos fazer absolutamente nada para nos defendermos, direito à defesa esse que, por princípios morais e éticos, é, teoricamente, próprio de qualquer um.
São tempos em que todos, ou quase, vigiam todos. Tempos em que os fins justificam os meios e em que o risco de exposição mediática se está a transformar num autentico mecanismo de auto censura totalitário. É o pesadelo de "1984", de George Orwell, que se adivinha próximo.
Do meu ponto de vista, o assunto teria que ser resolvido na escola. Com a professora, os alunos, os encarregados de educação, os colegas, eventualmente a Inspecção Geral de Educação e, se existisse matéria para procedimento disciplinar, que se actuasse. Não foi isso que aconteceu. Pelo contrário, os alunos fizeram justiça pelas suas próprias mãos, o que mostra até que ponto a escola lhes está entregue.
São tempos em que todos, ou quase, vigiam todos. Tempos em que os fins justificam os meios e em que o risco de exposição mediática se está a transformar num autentico mecanismo de auto censura totalitário. É o pesadelo de "1984", de George Orwell, que se adivinha próximo.
Do meu ponto de vista, o assunto teria que ser resolvido na escola. Com a professora, os alunos, os encarregados de educação, os colegas, eventualmente a Inspecção Geral de Educação e, se existisse matéria para procedimento disciplinar, que se actuasse. Não foi isso que aconteceu. Pelo contrário, os alunos fizeram justiça pelas suas próprias mãos, o que mostra até que ponto a escola lhes está entregue.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Jardim Botânico - I
Possuo uma lente zoom 70-300 mm, que permite fazer macro, mas raramente a uso nessa opção. Inspirado nos "Bons dias" de Paulo Guinote, decidi romper a tradição e dar um salto até ao Jardim Botânico, em Lisboa. Aqui fica o resultado, que irei publicando.
domingo, 10 de maio de 2009
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